segunda-feira, 3 de maio de 2010

A voz da notícia


Rádio encanta. Nada mais é preciso dizer.

Na faculdade, quando tive que fazer um programa de rádio, fiquei em pânico. Só de pensar em minha voz viajando por aí, através das ondas, o friozinho na barriga aparecia, mas depois do trabalho feito, o que ficou foi uma enorme paixão pela área.
Pra quem quer trabalhar no Radiojornalismo ou simplesmente se interessa pelo tema, indico o livro Rádio: o veículo, a história e a técnica, de Luiz Artur Ferraretto. Abaixo uma resenha que eu fiz sobre a obra para a cadeira de Radiojornalismo II. Sob o efeito de café, óbvio!

O ABC do rádio

Rádio: o veículo, a história e a técnica, livro de Luiz Artur Ferraretto, é um bom manual para quem gosta de rádio e quer se dedicar a ele na carreira jornalística e, acima de tudo, para aqueles que querem ser bons comunicadores. É nesse veículo onde a notícia é apurada num minuto e, no minuto seguinte, deve ser divulgada, por isso o profissional deve ter todo o conhecimento técnico sobre ele.

A parte III, que é sobre a técnica, começa com o capítulo sobre a redação e já deixa clara a diferença do texto radiofônico com a das outras mídias, pela importância da articulação oral da mensagem. Na televisão, o telespectador dispõe de informações adicionais fornecidas pela imagem e, na imprensa escrita há a possibilidade de reler a notícia. Já no rádio, o texto é redigido para ser ouvido por pessoas que, geralmente, dedicam-se a outras atividades. Para a obtenção de informação, que mais tarde se tornará ou não uma notícia, com base em determinados critérios, o rádio recorre às fontes internas e externas. A equipe de reportagem, os enviados especiais e correspondentes constituem as fontes internas, que a empresa estrutura e mantém. Os informantes, ouvintes, agências de notícias, outros veículos de comunicação, assessorias de imprensa e a internet são as fontes externas. Quanto aos gêneros jornalísticos, no rádio, o jornalismo informativo é o predominante, porque fornece detalhes imprescindíveis para a compreensão do fato como notícia. O jornalismo interpretativo situa o ouvinte dentro do acontecimento, contextualizando-o com recursos de sonoplastia. E o jornalismo opinativo, no rádio, se apresenta na forma de comentários, pois são pontos de vista expressos (pessoais ou da empresa). A notícia deve ser simples e estruturada de forma que responda as perguntas: quê, quem, quando, onde, como e por quê.

O capítulo A Edição, começa com a definição da mesma: selecionar e ordenar informações. É um trabalho difícil pela dinâmica do rádio, onde uma notícia e reportagem podem sempre ser incluídas na última hora. Síntese noticiosa e o radiojornal são os dois tipos de noticiários principais. No primeiro, as notícias são hierarquizadas em ordem crescente de importância (pirâmide invertida), para prender o ouvinte, e agrupadas pela similaridade de assuntos. E duram entre cinco e dez minutos. O radiojornal reúne inúmeras formas informativas, como boletins, entrevistas, meteorologia e comentários. Existem quatro formas de edição: por similaridade de assuntos, por zonas geográficas, editorias e em fluxo de informação. Normalmente, possuem a duração de 30 minutos até duas horas.

A reportagem mede a qualidade da emissora de rádio e faz do repórter um investigador a serviço do público. A pauta é o alicerce do trabalho do repórter, pois mostra por onde ele pode começar. Sendo responsabilidade do pauteiro, ela deve ter as informações fundamentais para a realização da reportagem, que pode ter tom literário, para chamar a atenção do ouvinte, mas sem deixar de informar. Capacidade de observação e habilidade na comunicação são as principais características do repórter, pois é testemunha do fato e intermediário entre o acontecimento e o público, utilizando técnicas que valorizam a informação, desde a linguagem até a composição sonora. O boletim é o fruto do trabalho do repórter e transmitido, se possível, ao vivo e do “palco do acontecimento”, utilizando ou não ilustrações, trechos de entrevistas ou de som ambiente utilizado na reportagem. Quem apresenta o boletim é a manchete e pode ser lida pelo próprio repórter na abertura do telejornal. A chamada traz o nome do repórter e introduz o boletim.

No livro, segundo Fraser Bond, entrevista é o contato pessoal entre um jornalista, que representa o público, e a fonte. No rádio, fica entre a investigação e a conversa. Pode ser noticiosa, onde o importante é a descrição do acontecimento; de opinião, onde o entrevistado expressa sua opinião por sua relevância; com personalidade, onde se faz um perfil do entrevistado; de grupo ou enquete, para mostrar o que a população – maioria- pensa; e coletiva, onde jornalistas de diferentes veículos são atendidos pelo entrevistado. O entrevistador deve se preparar para entrevista, pesquisar para ter o conhecimento técnico do assunto necessário para conduzir bem a conversa. Uma pergunta sempre leva à outra, o que faz com que o roteiro preparado anteriormente nunca seja seguido à risca. O mais importante é se colocar no lugar do ouvinte, conduzindo a entrevista para esclarecer os questionamentos do público da emissora.

A opinião, no rádio, é expressa através do comentarista e do âncora, com base na política editorial da empresa, nos editoriais, comentários, crônicas e críticas, complementando a notícia.

O capítulo sobre produção mostra que o produtor é o planejador do programa, organizando, produzindo os programas e supervisionando a seleção e aplicação dos recursos neles empregados. Produzir, como o livro fala, é pensar em conjunto todos os elementos da linguagem radiofônica: a voz humana, a música, os efeitos sonoros e o silêncio. A sonoplastia sugere e cria imagens na mente humana, algo muito importante já que o rádio só dispõe de sons e não apresenta imagens como a TV ou jornal. Assim, são usadas a característica, a cortina, a vinheta e o fundo musical.

Um mito foi é desmentido. Não é preciso ter vozeirão para trabalhar com locução, mas é imprescindível usar a capacidade vocal com treinamento e experiência, pois, além de saber escolher bem as palavras, o significado do texto vem de como elas são pronunciadas. Assim, se faz uso de pausas e diferentes intensidades da voz para dar expressividade e clareza ao texto radiofônico.

Assim como em todas as áreas da atividade do jornalismo, na cobertura esportiva, o jornalista deve ter um distanciamento crítico do acontecimento noticiado. Por isso, que o fato de torcer para tal time não deve interferir em seu trabalho. A emoção deve ser passada ao ouvinte, para que este se transporte para o local da partida, mas não deve ser confundida com paixão, para que o fato não seja distorcido. Narrar um jogo significa animar a torcida, sem exageros, e fornecer ao ouvinte uma visão imaginária da partida, contando tudo o que acontece e expressando com o tom de voz o perigo e a grandeza de cada lance, pois, acima de tudo, esporte é entretenimento, o que permite uma certa liberdade de estilo. Aqui, o conhecimento técnico, a capacidade de observação e o improviso se tornam fundamentais ao profissional.

O último capítulo sobre a relação entre a língua portuguesa e o rádio, mostra que o texto radiofônico está entre a linguagem culta e a coloquial, pois deve unir as formas de utilização correta da Língua Portuguesa e a língua falada, espontânea e imediata. Essa parte se torna muito útil para a boa grafia de palavras que, muitas vezes, se fazem confusas no dia-a-dia das redações.


Serviço:
Rádio: o veículo, a história e a técnica
FERRARETO, Luiz Artur
Editora: SAGRA LUZZATTO
Páginas: 375



sexta-feira, 30 de abril de 2010

Princesas da Disney Pin ups

Pocahontas

     Depois de começar a fazer as cadeiras Fotojornalismo I e II e Imagem e Cognição na faculdade, eu comecei a olhar as imagens de um outro jeito. Na verdade, foi aí que eu comecei a me interessar realmente por elas, mas no seu sentido, na mensagem que querem passar, através dos recursos escolhidos.
   
     Tenho andado bastante pelo Flicker (não tenho conta, mas um dia quem sabe... quando eu finalmente aprender a tirar fotos com foco!) e acabei achando Amy Mebberson. A cartunista americana e artista de animação faz um trabalho bastante ousado e com um toque bem retrô e AMA a Disney. Em um de seus trabalhos ela criou ilustrações das princesas da Disney no estilo pin up.

[momento Wikipédia on] Uma pin-up é uma modelo cujas imagens sensuais produzidas em grande escala exercem um forte atrativo na cultura pop. Destinadas à exibição informal, as pin-ups constituem-se num tipo leve de erotismo. As mulheres consideradas pin-ups são geralmente modelos e atrizes. [momento Wikipédia off]


(Clica em cima que fica maior)


Simples assim.


Alguém discorda? Aaaaacho que não! ahahaha

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Chapeuzinho Vermelho Cor de Sangue

     Continuando a série sobre “A Origem Sangrenta dos Contos de Fadas” começada aqui, hoje é a vez da história de Chapeuzinho Vermelho. Como muitos contos, a versão infantil é absurda e impossível de acontecer, mas ninguém questiona quando ouve o relato do bem vencendo o mal e o heroísmo do lenhador tirando a vovózinha da barriga do Lobo. Mas a história originalmente não foi escrita assim, cheia de magia e superação. E é ela que vamos conhecer agora.

VERMELHO COR DE SANGUE
A tonalidade mais chamativa na roupa da doce Chapeuzinho combina com uma história cheia de violência, canibalismo e insinuações sensuais

ERA UMA VEZ...
A maioria dos contos de fadas, como Chapeuzinho Vermelho, surgiu por volta da Idade Média, em rodas de camponeses na Europa, onde eram narrados para toda a família. “A fome e a mortalidade infantil serviam de inspiração”, diz a especialista em histórias infantis Marina Warner, da Universidade de Essex, na Inglaterra.

1. COMIDA DE VÓ
Numa versão francesa da história, após interrogar Chapeuzinho na floresta e pegar um atalho para a casa da vovó, o lobo mata e a esquarteja a velhinha sem dó. A coisa piora quando o vilão, já fingindo ser a vovó, oferece a carne e o sangue da vítima, como se fosse vinho, para matar a fome da netinha – que come e bebe com gosto!

2. TIRA, TIRA...
Após encher o bucho e praticar canibalismo sem saber, Chapeuzinho ainda tira a roupa e joga no fogo, a pedido do lobão! O clima, porém, não é nada infantil, com a garota perguntando o que fazer com a roupa a cada peça tirada. O lobo só tinha uma reposta: “Jogue no fogo, minha criança. Você não vai mai precisar disso...”

3. SEDUÇÃO INFANTIL
Ao se deitar ao lado do lobo, já totalmente nua, Chapeuzinho começa a reparar no físico do vilão, como se desconfiasse de algo. Admirada, a menina começa a exclamar: “como você é peluda, vovó”, “que ombros largos você tem” e “que bocão você tem”, entre outros elogios à anatomia do bicão...




FINAL FELIZ
Ao fim da versão francesa, Chapeuzinho sentindo-se ameaçada, pede para sair e fazer suas necessidades fora da casa. O lobo, nojentão, insiste para que ela faça xixi na cama mesmo – urg! -, mas acaba deixando a menina sair. Esperta, Chapeuzinho aproveita o vacilo do vilão e escapa.

FINAL SANGRENTO
O francês Charles Perrault foi o primeiro a pôr muitos contos d efadas no papel, no século 17. Ele tornou o final da história mais sangrento – com o lobo jantando a mocinha – e introduziu a famosa moral da história, dizendo que “crianças não devem falar com estranhos para não virar comida de lobo”.

FINAL AMENIZADO
No século 19, os irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm – famosos compiladores de contos que até então só eram transmitidos oralmente -, inventaram a figura do caçador. No fim da hisória, ele aparece e salva a pele de Chapeuzinho e da vovó, abrindo a barriga do lobo com um tesourão.


     Resumindo: a moral da história, segundo o tal Charles Perrault, também deveria ser "crinaças, nunca aceitem vinho de estranhos, além de embebedar, ele pode ser sangue... e ninguém gosta de beber sangue, excetoos vampiros... vocês não são vampiros, são?". ahahahaha
     E mais, todos do conto eram uns depravados... menos a vovó, claro, que não viveu pra contar a história...

Beijo, beijo e até à próxima história desvendada.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Alice no País das Doideiras



     Quem foi às bancas no começo do mês deve ter se deparado com a capa assustadora e a chamada chocante da revista Mundo Estranho.

"A ORIGEM SANGRENTA DOS CONTOS DE FADAS
Canibalismo, tortura, mutilações. Conheça as versões originais (e nada infantis) de Alice, Chapeuzinho Vermelho e outras histórias da carochinha!"

     Como se não bastasse essa manchete, ainda vemos um garotinha, que logo identificamos como Chapeuzinho Vermelho, comendo carne crua com a boca cheia de sangue e expressão macabra. Foi uma daquelas matérias que, apesar de me dar arrepios, eu fui obrigada a ler. Tamanho foi meu choque, que hoje estou aqui dividindo com vocês.

     Primeiro pensei que poderia ser algum tipo de delito com relação à direitos autorais postar a matéria, mas depois pensando bem vi que estava sendo um pouco receosa demais, porque erros seria (ou não!) postar aqui toda a revista, o qu enão é o caso. Além do mais, estou postando no final do mês, o que me parece ser o período quando as revistas de abril nem devem estar bem escassas nas bancas, dando lugar às de maio, então não estaria prejucando a editora Abril.

     Ok, sem mais delongas, lá vai a primeira parte da reportagem que vai no embalo do filme Alice no País das Maravilhas, bem comentado ultimamente.



PIRAÇÃO NO PAÍS DAS MARAVILHAS
Publicadas em 1865, as aventuras doidonas de Alice são uma história sem “moral da história”, com referências a drogas, delírios e críticas políticas

1. UMA HEROÍNA MAIS REAL QUE 3D
O nome da protagonista foi escolhido como uma homenagem à garotinha Alice Liddel, amiga do autor, o inglês Lewis Carrol. E o livro nasceu quase na marra. Após contar a história, que inventara na hora, para Alice e as duas irmãs da menina, Carrol foi convencido a colocar tudo no papel.

2. ANARQUISTAS GRAÇAS A DEUS
O coelhinho atrasadinho e que está sempre estressado é interpretado como uma crítica do autor à repressora sociedade inglesa da época. Ironicamente, é ele que atrai Alice para um mundo mágico e sem nexo em que há liberdade para os indivíduos interferirem nos rumos da sociedade.

3. VIAJANDO NA LAGARTONA
Ta tudo azul para a lagarta que Alice encontra fumando num baita narguilé. A geringonça e o fato de o bicho falar lentamente, “viajando” e filosofando, são até hoje associados ao consumo de ópio. A droga, que atualmente é ilegal, tinha uso medicinal na época da publicação do livro, em 1865.

4. COGUS ALUCINÓGENOS
A lagarta doidona explica que comer do cogumelo em que está sentada pode fazer Alice crescer ou diminuir de tamanho. Há quem veja nisso uma clara referência a cogumelos alucinógenos, embora não haja indícios, dentro ou fora da obra, relacionando o autor ao consumo dessa droga (veja o boxe abaixo).

ALUCINAÇÃO COLETIVA
Para muita gente, Lewis Carrol escrevia sob efeito de drogas

Uma lenda urbana engolida por muita gente é a que especula sobre o uso de substâncias alucinógenas por Lewis Carrol. Os rumores se baseam na narrativa piradona e em elementos que remeteriam ao universo das drogas, como a narguilé e o cogumelo. Há quem jure que a inspiração do autor vinha do LSD, esquecendo-se que a droga só surgiu em 1938, décadas após a primeira edição da obra. Além disso, a complexidade dos enigmas lógicos e matemáticos dispostos ao longo do texto indicam que o autor escrevia lúcido. Sem falar que nada na biografia de Carrol sugere qualquer experiência com entorpecentes.

5. SORRISO DELIRANTE
O habitante mais alucinado do País das Maravilhas aparece e desaparece em vários momentos da trama, seja de corpo inteiro, seja mostrando apenas algumas partes, como o sorriso. Especula-se que o gato possa ter surgido das terríveis enxaquecas do autor Lewis Carrol, que relatou em vários episódios de alucinação em seus diários.

6. NA CASA DO CHAPÉU
Alice topa com o Chapeleiro Maluco em um tradicional chá das cinco inglês. Na época em que a história foi escrita muitos chapeleiros enlouqueciam de fato, por causa da exposição ao mercúrio usado na confecção dos chapéus. O personagem serviu até de inspiração para um inimigo do Batman (veja no boxe abaixo)

MUITO ALÉM DO ESPELHO
O universo surreal de Alice já serviu de inspiração para a ficção e até a medicina!

LOST
Alguns episódios da série, como Coelho Branco e Através do Espelho, remetem à obra de Carrol.

MATRIX
No primeiro filme da trilogia, a escolha que Neo pode fazer entre tomar uma pílula vermelha ou uma pílula azul também remete ao livro.

BATMAN
Nas HQS, um dos inimigos do homem-morcego é um Chapeleiro Louco, inspirado diretamente no personagem doidão de Alice.

OS BEATLES
Lewis Carrol teve tal influência sobre a banda que é um dos homenageados na capa do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

MEDICINA
A história batiza uma doença estranha, a síndrome de Alice, que faz objetos parecer muito maiores ou menores do que realmente são. (obs da blogueira: então eu devo ter isso, as letras também me parecem muito menores do que são. Oi miopia?)

7. EXTINTO E POLITIZADO
O Dodô, ave extinta no século 17, é interpretado como uma caricatura do próprio Lewis Carrol, cujo nome real era Charles Dodgson. Para variar, o autor aproveitou o personagem para dar suas alfinetadas. O Dodô organiza uma corrida sem rumo, que não chega a lugar nenhum, como nas reuniões políticas desde aquela época.

8. RAINHA SEM CORAÇÃO
A rainha de Copas é outra caricaturada sociedade da época, mais precisamente da rainha Vitória: apesar de sua importância no reino inglês, sua autoridade não valia nada diante do Parlamento e do primeiro-ministro. Do mesmo jeito, no País das Maravilhas o bordão “cortem a cabeça dele!” , da Rainha de Copas, nunca é cumprido de fato.

     Bom, apesar da doideira toda, Alice é um conto que eu gosto bastante, pela magia toda, mas não dá pra negar que o tal Lewis devia ser um piradão! Mas gênios sempre são meio maluquinhos. O filme eu ainda não vi, mas espero em breve ter um tempinho pra ver. A história nem é sangrenta, mas pra começar preferi ser mais leve, mas os próximos que postar vão com certeza surpreender. Até!!


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Overdose: A dura vida dos ovos

Eu amo os ovos! Amo eles fritos, cozidos, no pão, na comida, em pensamento e agora também em fotos. :O



Depois de ver essa imagens pra lá de criativas eu acho que vejo os redondinhos com outros olhos. Não digo que não comerei mais nenhum, mas pelo menos vou transformar o ato num momento mais solene.


P.S.: post despretencioso pra começa a semana. Coraaajiii!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Free, again.



Liberdade. Enfim estou de volta. Hoje eu vou fazer o que eu quiser. Eu tenho celular com rádio, mp3 player, câmera e internet. Eu tenho tudo que preciso. Eu vou ouvir minhas músicas no mais alto volume, vo guarda as imagens que me fazem bem e vou atender só quem eu quiser. Não adianta insistir. E se ele tiver sem bateria, eu vou ligar o rádio empoeirado e vou fazer uma festa em casa. Se não der, eu vou no vizinho. Vou comemorar. Eu não olho mais o orkut dele. Me libertei. Eu não olho mais o horóscopo dele. Se diz que ele vai quebrar a coluna ou que vai encontrar um novo amor, eu nem tô. Hoje eu percebi que o amor não precisa ser sempre um drama e que minha vida é uma total surpresa. Você sente falta? Sinto muito, eu nem lembro mais.

Sempre, Karen Aldrigui

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Quem mais já ficou com Ricky Martin?

     Bom, eu resisti um pouco falar sobre o assunto. Não por preconceito, bem pelo contrário, porque acho que cada um deve seguir a orientação que quiser. Ricky Martin ser ou não gay não vai mudar nada. Ele é um cantor muito talentoso, me parece ser uma pessoa muito querida e nunca, jamais, nem por isso vai deixar de ser um homem lindo e gostoso, pelo menos pra mim.
    
     Além do mais, ainda não sei por que, mas a notícia não foi uma surpresa pra mim. Me caiu como uma notícia velha, uma releitura de um jornal do ano passado. Acho que no fundo eu já sabia, ou, no mínimo, desconfiava. Não fiquei surpresa com a descoberta, mas sim com a repercussão que teve. Sim, ele é um homem público e por ser tão querido e desejado pela maioria das mulheres desperta o interesse de todos, mas eu me pergunto “O que tem isso?”, “Vocês realmente não imaginavam?”. Minha opinião é que na verdade algumas pessoas já tinham uma pontinha de dúvida quanto à masculinidade dele e, agora que veio tudo à tona, vitoriosas, querem espremer tudo que podem do caso.

     Também não gostei da matéria que o Fantástico fez “mostrando a todos a verdade”. Achei desnecessária a participação do Netinho. Eu achando que era alguém relevante e me aparecem com ele. É a típica matéria que fazem a maior publicidade e quando vai ver não era nada. Desculpem-me os fãs do Netinho, mas vê-lo na matéria só me fez pensar “O quê? Ele está vivo? O que ele ta fazendo aí, a matéria é do Ricky!”. Pior ainda foi ele depois se indignar com a matéria. Dizer que não era gay, não tinha falado isso em nenhum momento na matéria, que só tinha tido um a relação com um homem e que ele tinha falado coisas muito mais legais que não apareceram na edição. Ok, chefinho #pernalongafellings, coisas que serviam pra te promover não valem. E além do mais, ele sabia pra que era a matéria, não vem dar essa de enganado. Quem está certo? Ninguém. Matéria ruim.

     Agora, cada dia que passa, divulgam um novo affair do Ricky em sua passagem aqui no Brasil. O tal do André Santos, que foi para os EUA com o cantor, agora só quer aparecer em cima da história. “Ele é bem simples, alegre, brincalhão, passava boa parte do tempo vendo desenho animado e jogando video-game”, disse André. Ele embarcou para São Paulo para gravar participação no “Programa do Ratinho”, no “A tarde é sua” e no “Superpop”. Pelo menos são programas de muita catigoria!








Até fotos a lá Orkut, como André ao lado de uma das limousines do astro e na frente da mansão de Ricky vazaram pra imprensa. Que absurdo!








     “Ainda hoje nos falamos por telefone. Eu ligo pro celular dele a cobrar. Ficou uma grande amizade”, disse. Noooussa, podia ficar sem essa! A cobrar? E ainda pra celular? Vergonha alheia on.
     E ainda tem mais. Agora, segundo o Retratos da Vida, Ricky também teve um caso com um ator da Record, no ar na novela Bela, a Feia. Quem será?
     Primeiro foi o tal Netinho, depois esse tal de André Santos e agora esse ator da Record... E agora, pessoal? Quem o Ricky Martin vai resgatar do armário de Nárnia hoje? Fica a dúvida.


terça-feira, 20 de abril de 2010

Fãs japoneses da Lady GaGa

Tava escutando as músicas da GaGa e me perguntei: será que ela vem mesmo pro Brasil? Eu adoraria ir no show se ela agraciar Porto Alegre entre as cidades escolhidas. Mas não sei não se eu e o resto dos fãs iremos recebê-la como os japoneses... Olha só a categoria:





São quase irmãs gêmeas da Lady GaGa, né?!
Beijo, beijo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Editorial Importante: Blog muda de nome!

Olá Vips!!!

Eu e a Rosana realmente queremos levar o blog a sério, até porque temos inúmeras ideias para ele. Na verdade, são mais que ideias, são projetos nossos, coisas nossas desde muito tempo e que queremos dividir com o mundo. Porque a hora é agora e nada melhor que em um espaço onde estamso cada vez mais nos sentindo a vontade.

Por isso, pensando no futuro do blog, porque queremos um pra ele, constatamos que o endereço do nosso blog, apesar de ter o nome LISTA VIP, é um pouco difícil de memorizar, o que é muito importante para que nossas vips voltem a nos visitar. O Blogger bem tirano não nos deixou colocar só listavip.blogspot.com, então precisamos inventar algo que diferenciasse mas que não perdesse a essência que queríamos. Aí, nos surgiu acrescentar krd, nossas iniciais e "d" de divas, porque sempre nos chamamos assim. Aí ficou listavipkrd.blogspot.com...Pra quem sabe dessa história, tipo nossas amigas íntimas, é mais fácil lembrar do endereço, mas e o resto? Além do mais, mais tarde queremos ter um domínio próprio. Seria tudo ter um .com!!! Mas pelo que vimos já há um listavip.com!

Daí nos veio a ideia de mudar o nome do blog. Sim, mudar. Nós amamos o lista vip, mas antes de tudo está o bem do blog. Já estamos até com um sentimento de nostalgia, mas é uma nova fase e novas fases sempre trazem coisas boas. Por isso, pedimos desculpas a todos que acompanhavam o Lista Vip, mas agora ele virou Despenteadas.

Por que Despenteadas?
Primeiramente, quisemos continuar a saga de usarmos nomes de livros. Varremos nossa biblioteca à procura de um nome que nos inspirasse a essência do blog que queríamos e que ao mesmo tempo dissesse algo sobre nós. Foi aí que nos deparamos com Despentada, da Vicki Lewis Thompson (em outro post falamos dele). Na hora nos apegamos à ele, como menininhas se apegam à um cachorrinho em feira de animais. Não se sabe por que, mas se tem certeza que é ELE. Assim foi com o nome Despenteada. Além do mais, ele fala combina bem com nosso estilo: despretensão. Mas, claro, é um despenteado que ficamos hoooras arrumando, com fios milimétricamente posicionados nos lugares certos. E o melhor: ainda não existe, porque constamos que já haviam roubado todas as nossas outras ideias. ahsuahsuhaushua

Bem pessoal, então é isso. Este post é em respeito a todos pela mudança e espero que gostem do novo blog, porque estamos com muitíssimas ideias.

Beijo, Karen e Rosana